Roteiro da cidade de Braga

Braga - Bom Jesus EscadariaBraga é uma cidade jovem e tradicional, repleta de tradições e locais para visitar. Talvez o principal centro religioso do país, é conhecida pelas suas igrejas barrocas, esplêndidas casas do século XVIII, jardins e parques elaborados. Conhecida no tempo dos romanos como Bracara Augusta e sede do episcopado português no século XII.
A longa história de Braga é visível nos seus monumentos e igrejas, a igreja mais imponente é a Sé, que exibe vários estilos, do romano ao barroco, orgulhando-se também das esplêndidas casas, particularmente do século XVIII.

Braga - Centro Histórico

Braga - Arco da Porta NovaO Centro Histórico de Braga reúne um precioso espólio arquitectónico e arqueológico, formado pelas mais populares moradias e os mais nobres e sagrados edifícios, espalhado por diversas ruas, praças e largos.
Este vasto assentamento urbano tem como elemento principal a Sé Catedral, o Antigo Paço Arquiepiscopal, que abrange toda a área medieval, e a sua envolvente do Século XVI de onde sobressai o engenho renascentista, resultante da intervenção de D. Diogo de Sousa. Desde o século XIII ao XIX a catedral sofreu profundas obras de renovação, nomeadamente com o acréscimo de torres, que em muito a alteraram e que cativam o turista.
No Centro Histórico bracarense fundem-se ruas estreitas ensombradas com muralhas medievais, edifícios de grandes dimensões com casinhas de traça popular e construções religiosas com vestígios profanos, num todo multifacetado e sedutor.

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Braga -Sé Catedral

 

Sé Catedral

 

A Sé Catedral é considerada como um centro de irradiação episcopal e um dos mais importantes templos do românico português, a sua história remonta à obra do primeiro bispo, D. Pedro de Braga, correspondendo à restauração da Sé episcopal em 1070, de que não se conservam vestígios. Nesta catedral encontram-se os túmulos de Henrique de Borgonha e sua mulher, Teresa de Leão, os condes do Condado Portucalense, pais do rei D. Afonso Henriques.

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Braga - Santuário do Sameiro          Santuário do Sameiro

O Santuário do Sameiro, cuja construção se iniciou em meados do séc. XIX, é o centro de maior devoção mariana em Portugal, depois de Fátima. O Templo concluído no nosso século, destaca-se no seu interior o altar-mor em granito branco polido, bem como o sacrário de prata. Em frente do Templo ergue-se um imponente e vasto escadório, no topo do qual se levantam dois altos pilares, encimados da Virgem e do Coração de Jesus.

Braga - Igreja do Bom Jesus do Monte

 

 

HTML clipboard Igreja do Bom Jesus do Monte

A Igreja do Bom Jesus foi desenhada pelo arquitecto Carlos Amarante, por encomenda do Arcebispo D. Gaspar de Bragança, para substituir uma primitiva igreja, mandada construir por D. Rodrigo de Moura Teles que se encontrava em ruínas. As obras começaram em 1 de Junho de 1784, tendo ficado concluídas em 1811. É um dos primeiros edifícios neoclássicos em Portugal, e a fachada é ladeada por duas torres e termina num frontão triangular.

Jardim do Bom Jesus do Monte

O Jardim do Bom Jesus, encontra-se um local que é um dos seus expoentes máximos no que concerne a beleza e envolvência espiritual. Ao atravessa-lo, entra-se num espaço místico, com asJardim do Bom Jesus do Monte escadarias envolvidas por árvores centenárias que conduzem o caminhante a capelas que exprimem a paixão de Cristo. São paragens obrigatórias, quer para o devoto quer para o turista. Num patamar médio, encontra-se o primeiro miradouro, do qual se avista a cidade de Braga e paisagem envolvente. A partir daí, as escadarias já não ziguezagueiam por entre o bosque frondoso e o espaço torna-se aberto. Ao cimo está a igreja do Bom Jesus, imponente, convidando o caminhante a alcançá-la.

 

Jardim de Santa Bárbara

Jardim de Santa Bárbara

O jardim de Santa Bárbara é um dos mais belos de Portugal. Localizado junto ao antigo Paço Arquiepiscopal, é um local de influência renascentista do século XVI que reúne flores e cores num resultado quase divino. No centro do jardim encontra-se uma fonte, encimada pela estátua de Santa Bárbara, que lhe deu o nome.É uma verdadeira surpresa descobrir em plena cidade esta sucessão de talhões floridos a ocupar o espaço de um quarteirão.

Museu do Tesouro da Sé

O Museu do Tesouro proporciona o encontro de valores culturais e religiosos, onde a componente histórica se harmoniza com a espiritualidade, através do seu variado espólio de Arte Sacra. As suas preciosidades oferecem a quem o visita, uma viagem no tempo, pelos diversos estilos e épocas, possibilitando uma experiência única de verdadeira raridade e magia.

Braga - Igreja e Mosteiro de Tibães

Mosteiro São Martinho de Tibães

O Mosteiro de São Martinho de Tibães, antiga Casa Mãe da Congregação Beneditina portuguesa, situa-se na região norte de Portugal, a 6 kms a noroeste de Braga, na freguesia de Mire de Tibães.
Propriedade do Estado Português e afecto ao Instituto Português do Património Arquitectónico/Ministério da Cultura está classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1944 e encontra-se, desde 1994, protegido por uma Zona Especial de Protecção. O cruzeiro do terreiro é Monumento Nacional desde 1910.
Fundado em finais do século XI, quando o condado portucalense começava a afirmar-se e os monges de Cluny introduziam a regra monástica de São Bento, arvorou-se, com o apoio real e as concessões de Cartas de Couto, num dos mais ricos e poderosos mosteiros do norte de Portugal. A crise demográfica e económica que, a partir de meados do século XIV, se instalou
Altar-Mor da Igreja do Mosteiro, fotografia de Luís Ferreira Alvesem Portugal veio reflectir-se duramente no quotidiano monástico de Tibães que viveu um longo período de decadência material e espiritual. Com o século XVI, e na persecução das resoluções do Concílio de Trento, o Mosteiro de S. Martinho de Tibães recebe a nova reforma monástica, participa na fundação da Congregação dos Monges Negros de São Bento dos Reinos de Portugal e torna-se Casa Mãe de todos os mosteiros beneditinos. Espaço monumental belíssimo, assume-se, durante os séculos XVII e XVIII, como importante centro produtor e difusor de culturas e estéticas, transformando-se num dos maiores e mais importantes conjuntos monásticos beneditinos e num lugar de excepção do pensamento e arte portugueses.
Com a extinção das Ordens Religiosas em Portugal, em 1834, o mosteiro é encerrado e os seus bens, móveis e imóveis, vendidos em hasta pública ou integrados em colecções de museus e bibliotecas nacionais Este processo só terminaria em 1864 com a compra, por privados, de grande parte do edifício conventual.
Desafectado das suas funções iniciais, com excepção das de igreja e de residência, o Mosteiro de São Martinho de Tibães virá assistir, sobretudo a partir dos anos setenta do século passado, à delapidação do seu património nuclear, à degradação e mesmo à ruína. Desta situação é resgatado em 1986 pela compra pelo Estado Português da maior parte da propriedade em uso privado.
Adquirido pelo Estado Português em 1986, vazio e em avançado estado de degradação, vê então assegurada a sua preservação e salvaguarda patrimonial. Objecto de uma intervenção integrada de recuperação, restauro e reabilitação, e universo de múltiplas e variadas actividades culturais, o Mosteiro de São Martinho de Tibães revalorizado patrimonialmente assume-se como um museu "aberto" onde a percepção da sedimentação temporal se pode testemunhar e interpretar. Mais informações e imagens sobre o Museu e o Mosteiro em http://www.geira.pt/museus/atrio/index.asp?id=31

Agradecimentos e fotos do artigo,
Município de Braga
http://www.visitportoenorte.com